Estamos atualmente em temporada no Big
Apple , shopping Barra Square na
Barra da Tijuca as sextas 21hs com o
espetáculo SEM CONCERTO!
A semelhança é
grande. Ao assistir no dia 14 de março
findo ao espetáculo “Os Fanfarrões”, foi
como se estivesse sentada na primeira fila
do Teatro Maison de France, no Rio de
Janeiro, nos anos 60, assistindo ao
“Pantomines de Bip”, do extraordinário
mímico francês Marcel Marceaux. Os gestos,
os movimentos faciais, os trejeitos, os
lances engraçados de Mineirinho de Maceió e
Raul Franco, um paranaense que se
incorporou ao grupo e hoje ajuda a aumentar
o sucesso da Cia., muito se assemelham às
pantomimas do mímico francês, falecido no
ano passado, que foi, inegavelmente, o
maior mímico de todos os tempos. Sua
“Compagnie Marcel Marceaux”, única trupe de
pantomimas do mundo entre as décadas de
1950 e 60, foi muito famosa em diversos
países. Em 1947, já com a companhia
montada, Marceaux criou o seu famoso
personagem, o palhaço Bip, inspirado no
ator Charles Chaplin, que iria acompanhá-lo
em toda a sua carreira, cuja marca
registrada era o rosto pintado de branco,
calças largas de palhaço, camisa listrada
de marinheiro e uma admirável
expressividade corporal.
Já as personagens de Mineirinho e
sua trupe não usam apenas vestes de
palhaço, mas uma variedade enorme de
perucas, estolas, chapéus, apetrechos com
os quais imitam pessoas, sobretudo do meio
artístico. Reginaldo Rossi, Gal Costa,
Caubi Peixoto, são alguns dos imitados, com
admirável perfeição, pelo ator Marlon
Rossi.
Marcel Marceaux dizia que “a
palavra não é necessária para exprimir o
que se sente no coração”. E esse parece ser
também o pensamento de Mineirinho e seus
artistas, principalmente Raul Franco, que
desenvolve um trabalho de mímica
extraordinário.
O grupo “Os Fanfarrões”, igual a Marceaux,
também se propõe a provocar risos,
emprestando aos seus espetáculos o que há
de melhor nessa arte dificílima, que é a de
fazer rir. Seu objetivo é provocar risos em
todos aqueles que os assistem, a fim de
esquecerem um pouco os problemas e se
divertirem com as cenas caricatas e
verdadeiramente hilariantes do cotidiano,
onde os atores, principalmente Mineirinho e
Raul Franco, interagem com o público,
levando a platéia ao delírio. Os esquetes
“Batman e Robin”, com Mineirinho e Raul; a
“Dona de Casa”, com Mineirinho no lugar da
sofrida e explorada “Rainha do lar”; o anão
enfezado; o pastor evangélico (notável);
“Bochecha”, com Raul interpretando o cantor
Bochecha, da famosa dupla “Claudinho e
Bochecha”, cantando “Fico assim sem você”;
a hilária versão do show “Amigos”, da TV
Globo, uma imitação de Julio Iglesias e
Zezé Di Camargo e Luciano, são simplesmente
espetaculares. Sem falar nos números de
dança, com Mineirinho abrindo o espetáculo
dançando tango com a esposa, a alagoana
Thaíza Marinho. Há, também, um notável show
de gafieira.
Uma das marcantes características
da Companhia é “intercambiar estilos
teatrais com artistas dos locais por onde
se apresentam”, segundo afirma Mineirinho,
como Naelington Santos, daqui de Maceió,
por exemplo.
Portanto, a semelhança entre
Mineirinho e Raul e o mímico francês
enriquece o teatro nacional pelo talento
extraordinário desses atores. Está aí a
prova: a espetacular apresentação que “Os
Fanfarrões” fizeram em Maceió, em março
último, pela qual receberam estrondosos
aplausos do público que lotou o teatro do
Sesi. Esperamos que Mineirinho e sua trupe
voltem muitas vezes a Maceió, para alegria
de todos nós.
Arlene Miranda -
Jornalista e Escritora.
Analisando o humor brasileiro percebemos a
riqueza da comédia pioneira nacional. Na
comédia de costumes, teatro de Revista,
programas de Radio, cinema e TV figuravam
personalidades inesquecíveis, nomes que
engrandecem nossa profissão de comediantes.
No teatro de revista, entre os atos,
entravam em cena os astros da comédia do
intervalo. Dançarinos, cantores,
malabaristas, contadores de piada, mágicos
e declamadores, se desdobravam para
conseguir entreter a platéia. Esse tipo de
intervenção nos intervalos do espetáculo
era conhecido como “Ato avariado”.
Grandes nomes de nossa comédia passaram por
esta categoria. “Os Fanfarrões” fazem
uma justa homenagem a nossos heróis do
riso, que tanto colaboraram, através do
humor, para um mundo melhor.
O objetivo dos nossos shows é fazer com que
a platéia esqueça um pouco seus problemas e
se divirta com cenas caricatas do
cotidiano. Podemos dizer que o humor tem
uma função de utilidade publica, pois nos
faz refletir através do riso e o riso torna
a vida melhor.
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